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As pastagens constituem-se na forma mais prática e econômica de alimentação de bovinos no Brasil em função da extensão da sua área territorial e das condições climáticas favoráveis. O que representa um enorme potencial de produção de carne em pastagens. Porém, estima-se que cerca de 80% dos 45 a 50 milhões de hectares da área de pastagens no Cerrado do Brasil Central, que responde por 60% da produção de carne nacional, apresentam algum grau de degradação, o que faz com que muitos pecuaristas procurem outras alternativas.
É o caso da fazenda Gauchinha, localizada na cidade de Caarapó (MS), de propriedade de Rodrigo Pereira de Oliveira, que fechou uma parceria com a Oceana Minerals, empresa dedicada a produção de tecnologia a base de alga marinha do gênero Lithothamnium, e adotou desde novembro de 2015 um novo ingrediente para alimentação animal, composto 100% de algas marinhas calcárias e do gênero Lithothamnium, chamado Lithonutri.
Nestes seis meses de experiência já foi alcançado um número satisfatório no ganho de peso: 0,872 Kg por dia. De acordo com o proprietário, foi observado um melhor resultado na deposição de gordura na carcaça dos animas, com o percentual desejável saindo da média de 6,3% para 17,5%. Número que até então não havia sido atingido dentro da classificação de qualidade JBS com os animais da propriedade. Assim, com essa parceria, a fazenda também passou a usar um produto natural (certificado IBD), onde a manipulação não é agressiva a saúde dos colaboradores da empresa.
O produtor disse ter ficado impressionado com a qualidade das carcaças da boiada tratada com o Lithonutri. Tanto, que na boiada que era da raça Nelore as carcaças se equiparam com a boiada cruzada nas questões de cobertura de gordura, fator essencial para o mercado externo.
Segundo Carlos Massambani, diretor técnico da Oceana Brasil, as algas marinhas se mostram muito eficientes com controle da acidose ruminal, melhor digestão de fibras, garantindo assim maior ganho de peso.
Além disso, para os produtores rurais é uma solução para aumentar os índices zootécnicos da produção com baixo custo e sem restrições de carência ou riscos de contaminantes.
A fazenda Gauchinha ainda pode ampliar a parceria com a Oceana, já que possui uma área de 1.973 hectares, divididos em pecuária de engorda (semi-confinamento) e agricultura (soja, milho e feijão) essa área está atualmente arrendada. Sendo que a produtividade local é bem alta: no semi-confinamento é 15,46 arrobas por hectare por ano, uma média de 665 cabeças/ano. Já na recria é 8,8 arrobas por hectare por ano, sendo 591 cabeças a média anual. A propriedade ainda se destaca pela fertilidade, topografia, recursos hídricos e localização.
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