{"id":1061,"date":"2019-05-14T20:10:00","date_gmt":"2019-05-14T20:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.oceanaminerals.com\/efeitos-do-nitrato-e-amonio-aplicados-via-foliar-sobre-na-extrusao-de-h-oh-na-rizosfera-e-na-nodulacao-do-feijoeiro"},"modified":"2019-05-14T20:10:00","modified_gmt":"2019-05-14T20:10:00","slug":"efeitos-do-nitrato-e-amonio-aplicados-via-foliar-sobre-na-extrusao-de-h-oh-na-rizosfera-e-na-nodulacao-do-feijoeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oceanaminerals.com\/en\/blog\/efeitos-do-nitrato-e-amonio-aplicados-via-foliar-sobre-na-extrusao-de-h-oh-na-rizosfera-e-na-nodulacao-do-feijoeiro\/","title":{"rendered":"EFEITOS DO NITRATO E AM\u00d4NIO APLICADOS VIA FOLIAR SOBRE NA EXTRUS\u00c3O DE H+\/OH- NA RIZOSFERA E NA NODULA\u00c7\u00c3O DO FEIJOEIRO"},"content":{"rendered":"<section>\n<h3>EFEITOS DO NITRATO E AM&Ocirc;NIO APLICADOS VIA FOLIAR SOBRE NA EXTRUS&Atilde;O DE H+\/OH- NA RIZOSFERA E NA NODULA&Ccedil;&Atilde;O DO FEIJOEIRO (Phaseolus vulgaris)<\/h3>\n<h4>EFFECTS OF NITRATE AND AMMONIA APPLIED TO FOLIAR ON EXTRUSION OF H + \/ OH-<br \/>IN RIZOSPHERE AND NODULATION OF BEAN<\/h4>\n<p>RICARDO ANT&Ocirc;NIO TAVARES DE MACEDO<br \/>Doutor em Agronomia Fitotecnia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro<br \/>(UFRRJ), Serop&eacute;dica, RJ, Brasil.<br \/>rizosferaagroci&ecirc;ncias@gmail.com<\/p>\n<p>JORGE JACOB NETO<br \/>Docente na Agronomia Fitotecnia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro<br \/>(UFRRJ), Serop&eacute;dica, RJ, Brasil.<br \/>j.jacob@globo.com<\/p>\n<p> <b>RESUMO<\/b><br \/>\n<br \/>O nitrog&ecirc;nio (N) &eacute; um macronutriente essencial &agrave; sobreviv&ecirc;ncia e ao crescimento dos organismos vegetais, pois &eacute; um dos principais componentes das estruturas dos &aacute;cidos nucl&eacute;icos, prote&iacute;nas e clorofila, al&eacute;m de participar de diversos processos metab&oacute;licos da planta. Al&eacute;m da fixa&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica de N, o feijoeiro tamb&eacute;m pode obter o N das formas minerais nitrato e am&ocirc;nio. No entanto, &eacute; conhecido na ci&ecirc;ncia que estas fontes minerais promovem um efeito inibidor &agrave; nodula&ccedil;&atilde;o e &agrave; FBN, e tamb&eacute;m provocam altera&ccedil;&otilde;es no pH da rizosfera ao serem absorvidas pela planta. Considerando que a rizosfera das plantas supridas com fontes n&iacute;tricas de N via foliar &eacute; alcalinizada e com fontes amoniacais de N via foliar &eacute; acidificada, este trabalho objetivou avaliar o efeito das altera&ccedil;&otilde;es de pH rizosf&eacute;rico (pHR), causadas pelo metabolismo destas duas fontes minerais de N via foliar, na produ&ccedil;&atilde;o de n&oacute;dulos radiculares.<br \/>Os resultados mostraram que, dentre as fontes de N mineral aplicadas via foliar, o am&ocirc;nio foi a fonte que mais acidificou a rizosfera e, tamb&eacute;m,<br \/>promoveu os maiores impactos negativos na nodula&ccedil;&atilde;o do feij&atilde;o (pHR 4,15 e 14 n&oacute;dulos planta-1) em compara&ccedil;&atilde;o com o nitrato (pHR 5,03 e 27 n&oacute;dulos<br \/>planta-1).<br \/>Palavras chave: Balan&ccedil;o i&ocirc;nico. Nitrato. Am&ocirc;nio. Aplica&ccedil;&atilde;o foliar. pH. Rizosfera. Riz&oacute;bio. Nodula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> <b>ABSTRACT<\/b><br \/>\n<br \/>Nitrogen (N) is a macronutrient essential to the survival and growth of plant organisms, as it is one of the main components of the structures of nucleic acids, proteins and chlorophyll, besides participating in several metabolic processes in plants. In addition to the biological N fixation, the common bean can also obtain the N of the nitrate and ammonium mineral forms. However, it is known in science that these mineral sources promote an inhibitory<br \/>effect on nodulation and BNF, and also cause alterations in the pH of the rhizosphere when uptaked by the root plants. Considering that the rhizosphere of the plants supplied with nitric sources of N through the leaf is alkalinized and with ammoniac sources of N via foliar is acidified, this work aimed to evaluate the effect of rhizospheric pH changes caused by the metabolism of these two mineral sources of N leaf applied, in the production of root nodules.<br \/>The results showed that ammonium was the source that most acidified the rhizosphere and promoted the greatest negative impacts on bean nodulation (pH 4.14 and 14 plant-1 nodules) in comparison with nitrate (pHR 5.03 and 27 plant-1 nodules).<\/p>\n<p>Key words: Ionic balance. Nitrate. Ammonium. Foliar application. pH. Rizosphere.Rizobium. Nodulation.<\/p>\n<p> <b>1 INTRODU&Ccedil;&Atilde;O<\/b>\n<\/p>\n<p>O nitrog&ecirc;nio (N) &eacute; um dos principais componentes das biomol&eacute;culas, fazendo parte da estrutura de &aacute;cidos nucl&eacute;icos, prote&iacute;nas, clorofila, entre outros, e participando de processos metab&oacute;licos envolvidos no crescimento da planta, o que o torna um elemento essencial &agrave; sobreviv&ecirc;ncia e crescimento dos organismos vegetais (MACEDO, 2003). O nitrato (NO3 \u2011) e o am&ocirc;nio (NH4 +) s&atilde;o as formas minerais de N absorv&iacute;veis pelas plantas e, no caso de esp&eacute;cies como o feijoeiro, existe tamb&eacute;m o processo de fixa&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica do N2 atmosf&eacute;rico (FBN) como fonte de N (HUNGRIA &amp; KASCHUK, 2014;<br \/>LEAL et al., 2014; RIBEIRO et al., 2013; HUNGRIAet al., 1997).<\/p>\n<p>O nitrato &eacute; absorvido ativamente, contra um gradiente de potencial eletroqu&iacute;mico da membrana plasm&aacute;tica, em um cotransporte (simporte) com pr&oacute;tons (MCCLURE et al., 1990). Ap&oacute;s absorvido o nitrato pode sofrer a&ccedil;&atilde;o das enzimas nitrato redutase e nitrito redutase e ser reduzido a am&ocirc;nio, pode ser armazenado no vac&uacute;olo ou pode ser exportado para a parte a&eacute;rea pelo xilema (SANTOS, 2006). A absor&ccedil;&atilde;o do am&ocirc;nio ocorre de forma passiva, a favor<br \/>de um gradiente de potencial eletroqu&iacute;mico da membrana, atrav&eacute;s de um transportador do tipo uniporte (SANTOS, 2006). O am&ocirc;nio &eacute; incorporado<br \/>&agrave; estrutura org&acirc;nica da planta (assimilado) atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o inicial de glutamina, processo comum para o am&ocirc;nio proveniente da absor&ccedil;&atilde;o (am&ocirc;nio mineral), da redu&ccedil;&atilde;o do nitrato ou da FBN. A s&iacute;ntese de glutamina &eacute; intermediada pela enzima glutamina sintetase (GS), onde o am&ocirc;nio &eacute; ligado ao grupo carbox&iacute;lico do glutamato usando energia fornecida pelo ATP (SOUZA et al., 2002). A assimila&ccedil;&atilde;o do am&ocirc;nio &eacute; finalizada com a produ&ccedil;&atilde;o de 2 glutamatos a partir da glutamina e do &alpha;-cetoglutarato, atrav&eacute;s da a&ccedil;&atilde;o da enzima glutamato oxo-glutarato am&ocirc;nio transferase (GOGAT) e gasto de poder redutor.<\/p>\n<p>J&aacute; a FBN, ocorre atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o entre a planta fixadora e bact&eacute;rias genericamente denominadas riz&oacute;bio, que quebra a tripla liga&ccedil;&atilde;o do N2 atmosf&eacute;rico por meio da enzima nitrogenase, transformando-o em am&ocirc;nio no interior dos n&oacute;dulos radiculares, e a planta fornece fotoassimilados como fonte de energia para o desenvolvimento e manuten&ccedil;&atilde;o dos n&oacute;dulos (HUNGRIA &amp; KASCHUK, 2014; MAHON, 1979). Os primeiros passos da FBN envolvem diversos processos, onde o riz&oacute;bio necessita, antes de tudo, aproximar e colonizar a rizosfera (microrregi&atilde;o ao redor da raiz) para iniciar a<br \/>forma&ccedil;&atilde;o dos n&oacute;dulos nas ra&iacute;zes. A planta exsuda na rizosfera compostos org&acirc;nicos, como os flavon&oacute;ides no caso do feijoeiro (ARA&Uacute;JO et al., 1996), para atrair as bact&eacute;rias por quimiotactismo (DROZDOWICZ, 1991). As bact&eacute;rias se aderem aos p&ecirc;los radiculares e compostos&nbsp;qu&iacute;micos induzem &agrave; transcri&ccedil;&atilde;o de genes de nodula&ccedil;&atilde;o nas bact&eacute;rias, conduzindo &agrave; s&iacute;ntese dos fatores Nod, mol&eacute;culas de lipoquitooligossacar&iacute;deos respons&aacute;veis pelo reconhecimento<br \/>entre bact&eacute;ria e a planta hospedeira (LIMPENS &amp; BISSELING, 2003). Os fatores Nod induzem as v&aacute;rias respostas na planta, como o aumento da divis&atilde;o celular no c&oacute;rtex radicular, deforma&ccedil;&atilde;o dos p&ecirc;los radiculares e a transcri&ccedil;&atilde;o de genes relacionados &agrave; forma&ccedil;&atilde;o do n&oacute;dulo (LIMPENS &amp; BISSELING, 2003; FISHER &amp; LONG, 1992). Com o n&oacute;dulo formado, as bact&eacute;rias mudam de forma e tamanho e perdem a motilidade, passando a se chamar bacter&oacute;ides e fixar o N2 atmosf&eacute;rico. Embora o N seja um nutriente essencial &agrave;s plantas, altas concentra&ccedil;&otilde;es de N mineral no meio de crescimento da planta inibem a nodula&ccedil;&atilde;o e a FBN (COLLINO et al., 2015; NOVA-FRANCO et al., 2015; REID et al., 2011; FERGUSON et al., 2013; JACOB et al., 1998; BANDYOPADHYAY et al., 1996; DENISON &amp; HARTER, 1995; DUSHA et al., 1989; TANNER &amp; ANDERSON, 1964).<\/p>\n<p>Dentre os mecanismos inibit&oacute;rios &agrave; nodula&ccedil;&atilde;o devido &agrave;s altas concentra&ccedil;&otilde;es de N, uma das raz&otilde;es pode estar associada &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es de pH ocorridas na rizosfera, considerando que o riz&oacute;bio apresenta alta sensibilidade &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es inadequadas de pH no solo e na rizosfera (FARIAS et al., 2016;&nbsp; ERGUSON &amp; GRESSHOFF, 2015; FERGUSON et al., 2013; CAMPANHARO, 2006; VINUESA et al., 2003;&nbsp;ANDRADE et al., 2002; MIGUEL &amp; MOREIRA, 2001; RIBEIRO J&Uacute;NIOR et al., 1987). As varia&ccedil;&otilde;es no pH rizosf&eacute;rico em plantas absorvendo N mineral ocorrem devido a um processo chamado balan&ccedil;o i&ocirc;nico vegetal (MC-NEAR JR., 2013, MARSCHNER, 2012, SHEN et al., 2012; RAVEN et al., 1990). Este processo est&aacute; fundamentado na necessidade da planta<br \/>em compensar as cargas el&eacute;tricas e em regular o pH celular, cujas varia&ccedil;&otilde;es internas est&atilde;o relacionadas ao influxo de &iacute;ons de diferentes cargas no citossol. O controle do pH citoplasm&aacute;tico, para que seja mantido em valores pr&oacute;ximos a 7,3, &eacute; realizado por um sistema denominado &ldquo;pH-stat&rdquo;, que conta com a manuten&ccedil;&atilde;o do pool de &aacute;cidos org&acirc;nicos que s&atilde;o carboxilados ou descarboxilados no interior da c&eacute;lula e est&aacute; associado &agrave;s trocas de pr&oacute;tons com o meio externo com a participa&ccedil;&atilde;o das H+-ATPases (HINSINGER et al., 2003).<\/p>\n<p>Neste sentido, a gera&ccedil;&atilde;o de acidez ou alcalinidade na rizosfera &eacute; diretamente influenciada pela absor&ccedil;&atilde;o de &iacute;ons e ocorre pela absor&ccedil;&atilde;o desigual de nutrientes cati&ocirc;nicos em rela&ccedil;&atilde;o aos ani&ocirc;nicos, quando expressos em equival&ecirc;ncias de cargas (HAYNES, 1990). Como o N &eacute; o &uacute;nico o nutriente mineral absorvido como c&aacute;tion (am&ocirc;nio) e &acirc;nion (nitrato), e por ser demandado em altas quantidades, a absor&ccedil;&atilde;o destas duas formas de N promovem a acidifica&ccedil;&atilde;o e a alcaliniza&ccedil;&atilde;o da rizosfera, respectivamente (MARSCHNER, 2012; RODRIGUEZ et al., 2008; CARVALHO et al., 2005; HINSINGER et al., 2003; JACOB NETO, 2003; RAVEN et al., 1990). &Eacute; importante ressaltar que a FBN, assim como o am&ocirc;nio mineral, tamb&eacute;m gera acidifica&ccedil;&atilde;o da<br \/>rizosfera, cuja explica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m est&aacute; baseada na necessidade da planta em equilibrar eletroquimicamente o meio intracelular. Neste caso, ao metabolizarem biologicamente o N2 atmosf&eacute;rico, que apesar de ser uma mol&eacute;cula neutra em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; carga, as plantas absorvem do solo mais c&aacute;tions do que &acirc;nions e, consequentemente, liberam na rizosfera excessos de cargas positivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s negativas, gerando acidifica&ccedil;&atilde;o neste ambiente (TANG et al., 1997; ALLEN et al., 1988; JARVIS &amp; ROBSON, 1983).<\/p>\n<p>Considerando que o balan&ccedil;o i&ocirc;nico vegetal envolve a necessidade da planta em excretar na rizosfera excessos de cargas el&eacute;tricas para regular-se internamente, a planta como um todo, entende-se que a aplica&ccedil;&atilde;o de N via foliar tamb&eacute;m pode alterar o pH da rizosfera, especialmente considerando que no metabolismo do N na planta existe uma estreita rela&ccedil;&atilde;o entre as folhas e as ra&iacute;zes, estabelecida gra&ccedil;as &agrave;s transloca&ccedil;&otilde;es existentes entre estes dois &oacute;rg&atilde;os da planta (GASSER et al., 2015). Neste sentido, diversas pesquisas indicam que produtos aplicados ou metabolizados nas folhas podem ser<br \/>translocados para as ra&iacute;zes, resultando em altera&ccedil;&otilde;es das propriedades qu&iacute;micas e biol&oacute;gicas da rizosfera (IMPARATO et al., 2016; GASSER et al., 2015; LANE et al., 2012; SCAGEL, 2008; YILDIRIM et al., 2007; VRANY, 1974; VRANY, 1972; BEN ZIONI et al.; 1971; RAMACHANDRA REDDY, 1968; RAMACHANDRA REDDY, 1959; HALLECK &amp; COCHRANE, 1950).Pesquisadores da &aacute;rea de microbiologia, por exemplo, verificaram a possibilidade de modificar a din&acirc;mica microbiana da rizosfera atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o foliar de produtos como fungicidas (HALLECK &amp; COCHRANE, 1950), micronutrientes<br \/>(RAMACHANDRA REDDY, 1968) e ureia (VRANY, 1974; RAMACHANDRA REDDY, 1959). Mais recentemente cientistas observaram que o herbicida glifosato aplicado nas folhas tamb&eacute;m altera as condi&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas da rizosfera e a atividade microbiol&oacute;gica nesta regi&atilde;o (IMPARATO et al., 2016; LANE et al., 2012).<\/p>\n<p>Na nutri&ccedil;&atilde;o nitrogenada, as inter-rela&ccedil;&otilde;es entre folhas e ra&iacute;zes est&atilde;o demonstradas&nbsp; no modelo proposto por BEN ZIONI et al.&nbsp;(1971) para plantas de soja crescidas com nitrato. Ap&oacute;s o metabolismo foliar, o malato produzido na folha com o uso da OH- resultante da redu&ccedil;&atilde;o do nitrato &eacute; transportado pelo floema, acompanhado de K+, para ser descarboxilado na raiz com a produ&ccedil;&atilde;o de HCO3 -, que pode ser liberado na rizosfera alcalinizando-a (TOURAINE<br \/>et al., 1992). No modelo de BEN ZIONI et al. (1971), o HCO3 &ndash; produzido na raiz &eacute; trocado por um novo nitrato, que &eacute; transportado para a parte a&eacute;rea pelo xilema, tamb&eacute;m na presen&ccedil;a de K+, estabelecendo-se assim um processo de redu&ccedil;&atilde;o de nitrato nas folhas controlado pela absor&ccedil;&atilde;o de nitrato nas ra&iacute;zes. De acordo com SCAGEL (2008), a aplica&ccedil;&atilde;o de ureia via foliar pode alterar a exsuda&ccedil;&atilde;o pelas ra&iacute;zes e, consequentemente, alterar tamb&eacute;m o pH da rizosfera (GASSER et al.; 2015) e a disponibilidade de nutrientes (YILDIRIM et al., 2007). Desta mesma maneira, no trabalho de VRANY (1972)<br \/>a aplica&ccedil;&atilde;o de ureia via foliar em plantas de trigo cultivadas em um solo contaminado pelo fungo Fusarium sp. promoveu altera&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas na rizosfera,<br \/>que resultou em impactos nas popula&ccedil;&otilde;es microbiol&oacute;gicas de fungos e bact&eacute;rias desta regi&atilde;o.<\/p>\n<p>Considerando que o riz&oacute;bio que nodula o feijoeiro &eacute; sens&iacute;vel &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es inadequadas de pH na rizosfera, e que a aplica&ccedil;&atilde;o via foliar das diferentes fontes minerais de N podem causar diferentes altera&ccedil;&otilde;es no pH da rizosfera, local onde o riz&oacute;bio necessita aproximar-se e colonizar para formar n&oacute;dulos, este trabalho objetivou avaliar a nodula&ccedil;&atilde;o do feijoeiro suprido com diferentes fontes de N via foliar.<\/p>\n<p> <b>2 METODOLOGIA<\/b>\n<\/p>\n<p> <b>2.1 Local de crescimento das plantas e&nbsp;preparo das sementes<\/b>\n<\/p>\n<p>Foram realizados 2 experimentos em c&acirc;mara de crescimento instalada no Laborat&oacute;rio de Qu&iacute;mica da Rizosfera do Instituto de Agronomia da UFRRJ, sob ilumina&ccedil;&atilde;o com l&acirc;mpadas incandescentes e fluorescentes, taxa de luminosidade m&eacute;dia de 400 Lux e fotoper&iacute;odo de 12\/12 horas (luz\/escuro). As paredes internas foram revestidas com papel alum&iacute;nio e a temperatura foi constantemente controlada na faixa de 25&ordm;C &plusmn; 2&ordm;C com o uso de condicionador<br \/>de ar. As sementes de feij&atilde;o da cultivar Ouro Negro foram padronizadas por tamanho e inoculadas com inoculante turfoso produzido pela Embrapa Agrobiologia contendo em torno de 108 c&eacute;lulas g-1 das estirpes BR-322 e BR-520 de Rhizobium tropici, com a inocula&ccedil;&atilde;o feita no mesmo dia da semeadura. Foi feita uma pasta de inoculante com &aacute;gua destilada, aplicada de forma a recobrir toda a superf&iacute;cie das sementes, e em seguida as sementes foram conduzidas &agrave; secagem na sombra sob temperatura ambiente. No experimento 1 o feijoeiro foi cultivado em solu&ccedil;&atilde;o nutritiva para facilitar o monitoramento das varia&ccedil;&otilde;es de pH do meio externo &agrave;s ra&iacute;zes do feijoeiro submetido &agrave;s diferentes fontes de N aplicadas via foliar. No experimento 2 as<br \/>plantas de feij&atilde;o, supridas com as mesmas fontes de N via foliar, foram cultivadas em vasos com areia, visando avaliar aos 10 DAE os valores de pH rizosf&eacute;rico e a produ&ccedil;&atilde;o de n&oacute;dulos.<\/p>\n<p> <b>2.2 Experimentos<\/b>\n<\/p>\n<p> <b>2.2.1 Experimento 1 (solu&ccedil;&atilde;o nutritiva)<\/b>\n<\/p>\n<p>Com o objetivo de estudar se a aplica&ccedil;&atilde;o de fontes nitrogenadas via foliar nas plantas de feij&atilde;o poderia alterar o pH da solu&ccedil;&atilde;o nutritiva, via libera&ccedil;&atilde;o de OH-\/H+ pelas ra&iacute;zes, este experimento foi instalado em um delineamento inteiramente casualizado com 5 fontes de nitrog&ecirc;nio (sem N, KNO3, (NH4)2SO4, NH4NO3 e ur&eacute;ia &ndash; CO(NH2)2 ) e 4 repeti&ccedil;&otilde;es. Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o do teste de toxidez, devido &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o direta de N nas folhas, foi determinada a concentra&ccedil;&atilde;o de 1,35% de N para todas as fontes, correspondente &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o de N em uma solu&ccedil;&atilde;o 3% de ur&eacute;ia, dose considerada de baixa toxidez ao feijoeiro (ALMEIDA et al., 2000). As sementes da cultivar Ouro Negro foram inoculadas e germinadas em areia lavada, posteriormente as pl&acirc;ntulas aos 4 dias ap&oacute;s a emerg&ecirc;ncia foram fixadas em placas circulares de isopor e colocadas em vasos com 300 mL com a solu&ccedil;&atilde;o nutritiva ionicamente balanceada e constantemente aerada com o uso de compressores de aqu&aacute;rio. Neste mesmo dia foi feita a aplica&ccedil;&atilde;o &uacute;nica do N atrav&eacute;s de pulveriza&ccedil;&atilde;o nas folhas cotiledonares que se j&aacute; encontravam completamente abertas. As plantas foram isoladas completamente com algod&atilde;o e papel alum&iacute;nio no processo de pulveriza&ccedil;&atilde;o foliar para n&atilde;o cair N na solu&ccedil;&atilde;o nutritiva. A solu&ccedil;&atilde;o nutritiva foi composta por 0,5 mM de K na forma de K2SO4;<br \/>0,5 mM de Ca na forma de CaCl2.2H2O; 0,5 mM de Mg na forma de MgSO4.7H2O; 0,5 mM de P na forma de NaH2PO4.2H2O; 10 &mu;M de Fe na forma de FeNa-EDTA; 0,5 &mu;M de B na forma de H3BO3; 0,4 &mu;M de Mn na forma de MnSO4. H2O; 0,16 &mu;M de Zn na forma de ZnSO4.7H2O; 0,04 &mu;M de Cu na forma de CuSO4.5H2O; 0,04 &mu;M de Co na forma de CoCl2.6H2O e 0,5 &mu;M de Mo na forma de Na2Mo4.2H2O. Esta solu&ccedil;&atilde;o nutritiva foi adaptada da metodologia proposta por JACOB NETO (2003). Apesar da eleva&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o de c&aacute;lcio, magn&eacute;sio e f&oacute;sforo para 0,5 mM o equil&iacute;brio de cargas da solu&ccedil;&atilde;o foi conservado. As leituras de pH da solu&ccedil;&atilde;o nutritiva foram feitas nos tempos de 14, 24, 40, 64, 88, 112, 136, 160 e 280 horas ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o nitrogenada do respectivo tratamento nas folhas.<\/p>\n<p> <b>2.2.2 Experimento 2 (vasos com areia)<\/b>\n<\/p>\n<p>Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o do experimento 1, onde foi verificado que a aplica&ccedil;&atilde;o foliar altera o pH rizosf&eacute;rico e pode ser usada para separar o efeito do contato direto das fontes de N nas ra&iacute;zes da extrus&atilde;o de OH-\/H+ na rizosfera via metabolismo&nbsp;foliar, este experimento foi realizado&nbsp;no substrato areia com a aplica&ccedil;&atilde;o do N tamb&eacute;m via foliar. Neste experimento a dosagem de N foi dividida em duas pulveriza&ccedil;&otilde;es foliares, aplicadas na concentra&ccedil;&atilde;o de 0,67%, aos 4 e 6 DAE. O delineamento experimental, tratamentos e n&uacute;mero de repeti&ccedil;&otilde;es foram os mesmos do experimento 1. As plantas de feij&atilde;o foram cultivadas<br \/>em potes de pl&aacute;stico sem drenagem com 230 g de areia. As sementes inoculadas foram posicionadas na regi&atilde;o central do vaso e cobertas por uma camada de 1 cm de areia. A aduba&ccedil;&atilde;o dos vasos, exceto com N, foi realizada no mesmo dia da semeadura. Os c&aacute;lculos para a massa de fertilizantes aplicados por<br \/>hectare foram feitos considerando uma camada de 20 cm de solo por hectare com massa de 2.000.000 de quilogramas, sendo a densidade considerada igual a 1 (um). A aduba&ccedil;&atilde;o de base, para todos os nutrientes menos o N, foi feita atrav&eacute;s de aplica&ccedil;&otilde;es de 0,5 mL por vaso da solu&ccedil;&atilde;o de K2SO4 (0,5 M) e 1 mL por pote das solu&ccedil;&otilde;es de CaCl2.2H2O (0,5 M), MgSO4.7H2O (0,5 M), NaH2PO4.2H2O (0,5 M), resultando nas massas de 170 kg de K ha-1, 174 kg de Ca ha-1, 104 kg de Mg ha-1 e 135 kg de P ha-1. Para os micronutrientes foi aplicado 1 mL por pote da solu&ccedil;&atilde;o estoque de micronutrientes, que foi preparada de acordo com a metodologia proposta por JACOB NETO (2003) com a seguinte composi&ccedil;&atilde;o: 2.302 mg\/L de FeCl3.6H2O; 1.289 mg\/L de EDTA; 31 mg\/L de H3BO3; 67,6 mg\/L de MnSO4.H2O; 45,92 mg\/L de ZnSO4.7H2O; 9,96 mg\/L de CuSO4.5H2O; 9,51 mg\/L de CoCl2.6H2O e 121 mg\/L de Na2Mo4.2H2O, resultando nas massas finais de 3.011 g ha-1 de Fe; 41 g ha-1 de B; 191 g ha-1 de Mn; 91 g ha-1 de Zn; 22 g ha-1 de Cu; 17 g ha-1 de Co e 417 g ha-1 de Mo. A irriga&ccedil;&atilde;o foi feita constantemente atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua destilada em quantidades suficientes para manter a areia apenas<br \/>&uacute;mida. Aos 2 dias ap&oacute;s a emerg&ecirc;ncia (6 dias ap&oacute;s a semeadura) foi feito o desbaste, visando&nbsp;manter a pl&acirc;ntula mais saud&aacute;vel de cada vaso e<br \/>a mais uniforme em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s dos demais vasos. Foi realizada uma amostragem aos 10 DAE para avalia&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de n&oacute;dulos e o pH da rizosfera do feijoeiro.<\/p>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O post EFEITOS DO NITRATO E AM\u00d4NIO APLICADOS VIA FOLIAR SOBRE NA EXTRUS\u00c3O DE H+\/OH- NA RIZOSFERA E NA NODULA\u00c7\u00c3O DO FEIJOEIRO apareceu primeiro em Oceana Minerals.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10018,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1061","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nao-categorizado"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>EFEITOS DO NITRATO E AM\u00d4NIO APLICADOS VIA FOLIAR SOBRE NA EXTRUS\u00c3O DE H+\/OH- NA RIZOSFERA E NA 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